Gaapy, Pytu e Mocó sobrevoam o Cerrado, o segundo maior bioma brasileiro. Durante uma parada para descanso, o trio explora a região e descobre novidades. Uma surpresa inesperada os aguarda, e logo partem para a próxima aventura: o Pantanal.
Cerrado
Ocupando aproximadamente 25% do território nacional, o Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro. Está presente no Oeste da Bahia, Sul do Maranhão, Oeste do Piauí, Goiás, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Oeste de Minas Gerais, Distrito Federal e em fragmentos no estado de São Paulo.
A vegetação do Cerrado é dividida em três tipos fisionômicos: as formações florestais, savânicas e campestres.
Nas formações florestais, a vegetação é formada predominantemente por árvores. Podem estar associadas a cursos de água (Mata Ciliar e Mata de Galeria) ou não (Mata Seca e Cerradão).
São compostas por árvores, palmeiras, arbustos, dispersas sobre um estrato de gramíneas (Cerrado sentido restrito, Parque de Cerrado, Palmeiral e Veredas).
O clima do Cerrado é o Tropical Sazonal de inverno seco. É caracterizado por duas estações, a seca e a chuvosa. A temperatura média fica entre 22 °C e 23 °C, podendo chegar a mais de 40 °C. A precipitação média é de 1.200 a 1.800 mm.
Nessas áreas predominam as plantas herbáceas e arbustivas.
Leitura e diversão!
Gaapy, Pytu e Mocó sobrevoam o Cerrado, o segundo maior bioma brasileiro. Durante uma parada para descanso, o trio explora a região e descobre novidades. Uma surpresa inesperada os aguarda, e logo partem para a próxima aventura: o Pantanal.
O Cerrado é considerado um hotspot, pois possui grande biodiversidade e alta taxa de endemismo. Calcula-se que cerca de 5% das espécies mundiais e 30% das espécies brasileiras vivem nesse bioma.
O Cerrado abriga mais de 12.800 espécies de plantas. Do total, 37% estão ameaçadas. Esse bioma é considerado a savana mais rica em biodiversidade do mundo, com plantas adaptadas ao fogo e ao clima sazonal. Muitas espécies possuem raízes profundas que alcançam o lençol freático, permitindo sua sobrevivência durante a estação seca.
Considerada uma das maiores palmeiras brasileiras, Mauritia flexuosa L. f., a buriti, pode atingir 25 m de altura. Produz frutos comestíveis que são utilizados para a produção de suco, geleias, sorvetes, bolos, doces e farinha. São consumidos por mamíferos, aves e répteis. É também dos frutos, que se extrai o óleo de buriti amplamente utilizado na indústria cosmética. O caule é usado na construção de casas e fabricação de móveis. As folhas são aproveitadas para a confecção de coberturas de casas e brinquedos.
O pequi (Caryocar brasiliense Cambess.) é a árvore símbolo do Cerrado. De tronco tortuoso, pode chegar a 10 m de altura. A espécie é apelidada de ouro do Cerrado devido a sua importância ecológica e econômica. O fruto é apreciado pela culinária regional e muito consumido na forma de compotas, cozido com arroz, feijão e carnes. Da polpa é extraído o óleo que é utilizado na culinária, na indústria cosmética e para a produção de biodiesel. A madeira é resistente e usada para a confecção de móveis, postes e cercas.
Espécie nativa das formações florestais do Cerrado, a baru (Dipteryx alata Vogel) é uma árvore com altura média de 15 m. Ganhou fama mundial pela utilização das sementes na alta gastronomia brasileira. A semente, apelidada de amêndoa, quando torrada pode substituir o amendoim, e castanhas em receitas doces e salgadas. É fonte de proteínas, lipídios, fibras, ferro e zinco.
Hancornia speciosa Gomes é uma árvore que pode chegar a 7 m de altura. É chamada popularmente de mangaba, que significa em tupi-guarani “coisa boa de comer”. A polpa do fruto é doce e tem sabor suave. É utilizada para a fabricação de sucos, sorvetes e doces. É rica em vitaminas C e E.
O Cerrado é o terceiro bioma em riqueza de espécies de animais, sendo 288 espécies ameaçadas devido principalmente à expansão das atividades agropecuárias.
Tamanduá-bandeira, o comedor de insetos
Myrmecophaga tridactyla (Linnaeus, 1758), o tamanduá-bandeira, é um mamífero que se alimenta de formigas e cupins. É reconhecido, principalmente, pelo focinho comprido. Possui pelagem longa com uma faixa diagonal preta com bordas brancas. As patas dianteiras são fortes e possuem garras afiadas que servem para a defesa e para escavar cupinzeiros e formigueiros. Tem hábito solitário, exceto durante o período de reprodução quando os casais são formados e enquanto a mãe amamenta o filhote. A degradação e perda do habitat incluiu a espécie na categoria vulnerável no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção.
Lobo-guará, o animal símbolo do Cerrado
O animal símbolo do Cerrado é o maior canídeo da América do Sul. Destaca-se pela pelagem laranja-avermelhada, patas longas e orelhas grandes. O Chrysocyon brachyurus (Illiger, 1815) possui uma alimentação variada, consumindo principalmente frutos e pequenos vertebrados. Tem hábito crepuscular-noturno e solitário. É um animal territorialista, usa a urina e fezes para demarcar a sua área. Espécie ameaçada de extinção, foi escolhida para estampar a nota de 200 reais.
Seriema, a ave barulhenta do Cerrado
A seriema, Cariama cristata (Linnaeus, 1766), é uma ave de grande porte. Tem plumagem acinzentada e amarelada com riscos finos e escuros. As pernas e o bico são avermelhados. Gosta do chão, pois prefere correr do que voar. Alimenta-se de insetos e pequenos vertebrados como, mamíferos, répteis e anfíbios. O canto parece uma risada, é alto, e pode ser ouvido a quilômetros de distância. A espécie é tão popular que serviu de inspiração para a música “Siriema do Mato Grosso”, interpretada por vários artistas.
Tatu-canastra, o maior tatu do mundo
Priodontes maximus (Kerr, 1792), a maior espécie de tatu do mundo, vive no Cerrado. O corpo é marrom escuro, com exceção da cabeça, da cauda e das margens da carapaça que são claras. Tem hábito noturno e são animais solitários. A alimentação é composta basicamente de formigas e cupins, mas podem consumir outros insetos, aranhas, minhocas, pequenas cobras e carniça. Está na lista de espécies ameaçadas devido à caça, para o consumo de sua carne e também por causa do desmatamento.
Arroz com pequi
Arroz com pequi
Ingredientes:
Porçoes
Modo de preparo
Frite em uma panela o bacon no azeite até ficar crocante. Junte a cebola, o alho, o pequi e refogue. Adicione o arroz, mexa bastante até a mistura ficar homogênea. Acrescente a água e o sal. Quando o arroz estiver cozido, finalize salpicando cheiro verde.