Pantanal

O que é o Pantanal?

O bioma Pantanal está presente em dois estados brasileiros, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e cobre, atualmente, 2% do território brasileiro. É a maior planície alagável do mundo.

O que é o Pantanal?
Como é a vegetação do Pantanal?

Como é a vegetação do Pantanal?

A vegetação do Pantanal assemelha-se a um grande mosaico de formações vegetais. Dentre elas destacam-se os campos inundáveis, capões e formações monodominantes.

  • Campos inundáveis
  • Apresentam vegetação rasteira, principalmente gramíneas. Ficam alagados durante o período das chuvas e formam grandes campos abertos no período da seca.

    Campos inundáveis
    Capões

  • Capões
  • São regiões onde predominam as árvores e arbustos.

  • Formações monodominantes
  • Áreas onde prevalece espécies como: carandazal (carandá), canjiqueiral (canjiqueira), pirizal (pireizeiro), entre outras.

    Formações monodominantes
    Clima

    Clima

    O clima do Pantanal é o tropical estacional. As chuvas ocorrem com mais frequência na primavera e no verão, sendo o outono e o inverno as estações mais secas. A média anual de chuva é de 1.000 a 1.500 mm.

    Leitura e diversão!

    Biodiversidade

    O Pantanal é rico em espécies por apresentar um mosaico de ambientes que vão desde áreas em que predominam árvores até campos alagáveis, e por fazer fronteira com outros biomas como a Amazônia, o Cerrado e a Mata Atlântica.

    Biodiversidade
    Flora do Pantanal

    Flora do Pantanal

    A flora do Pantanal é bastante diversa e sofre influência dos biomas vizinhos. São mais de 3.500 espécies sendo mais de 2.000 produtoras de flores.

    Conheça algumas espécies de plantas do Pantanal

    • Ipê-roxo, a planta símbolo do Pantanal

    Handroanthus heptaphyllus (Vell.) Mattos é uma das árvores mais altas do Pantanal, podendo atingir até 20 m de altura. É bastante conhecida pela floração singular que ocorre de julho a setembro. Nesse período, todas as folhas caem, enquanto milhares de flores são produzidas. As flores roxas preenchem totalmente a copa da árvore atraindo polinizadores e embelezando a paisagem. Esta espécie é um importante berçário para aves, principalmente para o tuiuiú, ave símbolo do Pantanal.

    Conheça algumas espécies de plantas do Pantanal
    Pau-formiga, a árvore que abriga formigas

  • Pau-formiga, a árvore que abriga formigas
  • Árvore nativa desse bioma, a pau-formiga (Triplaris americana L.), é conhecida por abrigar formigas em seu tronco oco. Pode chegar a 20 m de altura e floresce de agosto a outubro. É utilizada na recuperação de áreas degradas devido ao rápido crescimento. Na arborização urbana, destaca-se pelo formato colunar da sua copa e pela beleza da floração.

  • Carandá, a palmeira do Pantanal
  • A carandá (Copernicia alba Morong) é uma palmeira bastante comum nas áreas periodicamente inundadas do Pantanal. Em algumas regiões são tão frequentes que dominam a paisagem, formando os carandazais. É uma espécie de grande porte, medindo de 8 a 30 m de altura. As folhas têm formato de leque e produzem cera. São utilizadas para a confecção de chapéus, roupas e cordas. O caule é resistente à água, sendo usado para a construção de casas e cercas.

    Carandá, a palmeira do Pantanal
    Aguapé, a planta aquática com mil e uma utilidades

  • Aguapé, a planta aquática com mil e uma utilidades
  • Planta aquática flutuante, a aguapé (Eichhornia crassipes (Mart.) Solms) é uma espécie importante para a comunidade pantaneira. A planta é utilizada para fabricação de artesanatos, esteiras, chapéus, cordas e tapetes. É aproveitada para alimentação animal e como adubo para a agricultura. Possui potencial fitorremediador, pois absorve poluentes e realiza a filtragem da água. Serve de abrigo e local de reprodução para pequenos animais.

    Fauna da Pantanal

    A fauna do Pantanal é diversa, abriga espécies residentes e migratórias. Atualmente, conta com aproximadamente 1.000 espécies de vertebrados.

    Tuiuiú, a ave símbolo do Pantanal

    Tuiuiú, a ave símbolo do Pantanal

    Símbolo do Pantanal, Jabiru mycteria (Lichtenstein, 1820), também conhecida como tuiuiú, é a maior ave do bioma. Pode medir até 1,60 m de altura e 3 m de envergadura. Possui cabeça preta, uma faixa vermelha no pescoço e o corpo branco. O bico é comprido e escuro.  Alimenta-se de peixes, moluscos, insetos e pequenos répteis. Durante o período de reprodução o casal realiza uma dança na qual batem os bicos. Os ninhos são construídos nas árvores mais altas.

    Jacaré-do-pantanal, um predador das águas pantaneiras

    Jacaré-do-pantanal, um predador das águas pantaneiras

    Caiman yacare (Daudin, 1802), o jacaré-do-pantanal possui o dorso do corpo escuro com listras amareladas na região ventral. Pode medir até 3 m de comprimento e pesar 300 Kg. Vive nas áreas alagadas, rios e lagos. É um grande predador, alimenta-se de peixes, aves, moluscos e pequenos mamíferos. Possui grande força na mandíbula e é ágil quando está na água. A fêmea pode produzir até 40 ovos e permanece próxima ao ninho para defendê-los de outros animais. Por muitos anos, foi caçado indiscriminadamente para o consumo do couro e da carne. Atualmente, a maior população dessa espécie vive no Pantanal.

    Ariranha, a onça-do-rio

    Ariranha, a onça-do-rio

    Mamífero semiaquático, a ariranha ou Pteronura brasiliensis (Zimmermann, 1780) habita as terras e rios do Pantanal. Vive em grupos de 2 a 16 indivíduos e possui hábito diurno, alimentando-se principalmente de peixes. Possui pelagem curta da cor marrom, com manchas brancas no pescoço. Pode chegar a 1,7 m e pesar 30 Kg. É um excelente nadador. Emite um som agudo e alto que pode ser ouvido a metros de distância. Encontra-se em situação de vulnerabilidade devido à caça, perda de habitat e contaminação das águas.

    Cervo do Pantanal, o cervídeo pantaneiro

    Cervo do Pantanal, o cervídeo pantaneiro

    O cervo-do-pantanal, Blastocerus dichotomus (Illiger, 1815), é encontrado principalmente nas planícies de inundação, brejos e lagoas. É o maior de todos os cervídeos sul-americanos, mede aproximadamente 1,3 m de altura e pesa de 100 a 130 Kg. Possui pelagem avermelhada sendo a cauda, as extremidades dos membros e o focinho escurecidos. Os chifres são ramificados e podem apresentar até dez pontas. Tem hábito solitário mas podem ser vistos em pequenos grupos familiares. A espécie está classificada como vulnerável no Livro Vermelho, pois sua população vem diminuindo a cada dia. As principais causas são a diminuição do habitat, doenças introduzidas pela prática da pecuária e caça predatória.

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    Pantanal: Caça Palavras